
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em queda, mantendo a tendência observada nos últimos dias. A pressão sobre os preços segue refletindo a postura cautelosa da indústria frigorífica e o cenário de oferta crescente, especialmente no curto prazo.
Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, o atual nível das escalas de abate — que variam entre seis e oito dias úteis na média nacional — ainda aponta para uma continuidade desse movimento baixista.
“Muitas indústrias seguem fora das compras, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo”, explica Iglesias.
Na região Norte, o aumento da oferta de fêmeas tem intensificado essa pressão, ampliando a tendência de queda. Por outro lado, o forte ritmo dos embarques permanece como fator de sustentação dos preços.
Cotações do boi gordo (em R$/@)
| Estado | Atual | Anterior |
|---|---|---|
| São Paulo | 312,58 | 314,83 |
| Goiás | 294,64 | 294,82 |
| Minas Gerais | 299,12 | 299,71 |
| Mato Grosso do Sul | 306,48 | 306,93 |
| Mato Grosso | 312,81 | 314,43 |
Atacado com preços estáveis e consumo moderado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem relativamente estáveis. A expectativa recai sobre o comportamento da demanda durante o final de semana, que será decisivo para o rumo das cotações nos próximos dias.
“Na segunda quinzena do mês, é esperado um consumo mais contido, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis como frango, embutidos e ovos”, ressalta o analista.
Cotações do atacado (em R$/kg):
- Quarto traseiro: R$ 24,00
- Quarto dianteiro: R$ 19,50
- Ponta de agulha: R$ 18,00
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (17) com leve queda de 0,12%, cotado a R$ 5,6541 para venda e R$ 5,6521 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,6370 e R$ 5,6705. Na semana, o recuo acumulado foi marginal, de 0,01%.
